Uma mulher trans de Carandaí relatou uma situação que considera de preconceito durante a tentativa de inscrição em uma tradicional corrida de rua realizada anualmente no município.
Segundo o relato, ela tentou participar da competição na categoria feminina mas foi informada pela organização de que poderia realizar a inscrição apenas na categoria masculina. A situação, de acordo com a participante, causou indignação e sentimento de exclusão.
A mulher trans afirmou que gostaria de participar da prova de acordo com sua identidade de gênero e lamentou a decisão. Para ela, a medida representa uma forma de preconceito e acaba afastando pessoas trans de atividades esportivas e de convivência comunitária.
A corrida é promovida anualmente por uma igreja evangélica da cidade. Procurada sobre o caso, a organização afirmou que não existe preconceito contra pessoas trans e explicou que a definição das categorias segue o regulamento da competição, elaborado com o objetivo de estabelecer uma diferenciação entre as categorias masculina e feminina.
A organização reforçou que a regra é aplicada dentro dos critérios estabelecidos para a competição e que a decisão não teria relação com uma intenção de discriminar a participante.
O caso gerou discussão sobre inclusão, identidade de gênero e critérios para participação em competições esportivas. Enquanto a participante defende o direito de competir na categoria feminina e afirma ter se sentido excluída, a organização sustenta que apenas cumpriu as regras previstas no regulamento da prova.
O episódio também levanta um debate que vem sendo discutido em diferentes espaços esportivos: como conciliar políticas de inclusão e respeito à identidade de gênero com critérios técnicos e regulamentos específicos para competições.
A reportagem ouviu a participante e a organização responsável pela corrida e apresenta as diferentes versões sobre o episódio.